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11 Tratamentos

Nesta página encontra todos os tratamentos dentários da nossa clínica. Em vez de os enumerar, ordenamo-los segundo o problema que resolvem, porque o paciente chega com uma queixa, não com o nome de um procedimento.

A observação e a radiografia panorâmica são gratuitas; que caminho lhe convém dizemos após a observação e deixamos por escrito.

Que tratamento para que queixa?

Esta tabela não é uma ferramenta de diagnóstico; mostra que temas vão surgir.

Queixa e tratamento
QueixaO que entra em jogo
Dente em faltaImplante · ponte · prótese
Dor que piora à noite Endodontia
Sensibilidade breve ao frioRestauração · tratamento gengival · compósito
Gengivas que sangram Periodontologia
Dentes apinhados Ortodontia
Dente lascado ou desgastadoCompósito · coroa de zircónia · faceta E-max
Dentes amarelos Branqueamento
Forma e cor dos dentes da frenteFaceta E-max · desenho do sorriso
Restauração perdidaCompósito
Coroa antigaCoroa de zircónia · faceta E-max
Maxilar cansado ao acordarGoteira noturna · avaliação ortodôntica

A primeira linha é a que mais vemos, e as três opções merecem conversa; qual é a certa depende do volume ósseo, do estado dos dentes vizinhos e de onde fica o espaço.

A segunda linha é a única que não espera: uma dor que surge sozinha e piora à noite indica polpa inflamada e deve ser vista no próprio dia.

Substituir um dente perdido

Há três caminhos, todos válidos; qual serve depende da pessoa.

Um implante deixa os dentes vizinhos intactos e continua a solicitar o osso, atrasando a sua reabsorção. Onde os vizinhos estão sãos é claramente a melhor opção; exige volume ósseo suficiente e leva três a seis meses por causa da integração.

Uma ponte é rápida e previsível, pronta em uma a duas semanas. Mas obriga a desgastar os dentes vizinhos, e isso não se desfaz. Onde esses dentes já precisam de coroa, torna-se uma escolha sensata.

As próteses são uma solução a sério quando faltam muitos dentes e o fixo não está indicado. A quem luta com a retenção na mandíbula, uma prótese apoiada em dois a quatro implantes muda o conforto de forma marcada.

Deixar o espaço tem um custo que costuma passar despercebido: os dentes vizinhos inclinam-se para lá, o antagonista extrui-se e o osso da zona reabsorve-se. Anos depois o tratamento é ao mesmo tempo mais longo e mais complicado.

Dor e infeção

Este capítulo vem primeiro em qualquer plano; nenhum trabalho estético ou preventivo passa à frente de uma infeção.

A endodontia faz-se quando a polpa inflama ou perde vitalidade. O objetivo é manter o dente: o tecido infetado é removido e o sistema de canais selado. Os dentes posteriores precisam depois de uma restauração que os cubra, porque um dente endodonciado é propenso a fraturar.

O tratamento gengival entra onde há sangramento, bolsas e perda óssea. É a causa mais frequente de perda de dentes no adulto e, numa fase precoce, pode ser travada por completo.

Saber que dor não espera é importante: a dor que surge sozinha e piora à noite, a que os analgésicos não tiram, a dor aguda ao morder e o inchaço. Isso deve ser visto no próprio dia.

Se o inchaço vier com febre, ou com dificuldade em engolir ou respirar, vá ao serviço de urgência mais próximo; esse quadro mede-se em horas e não se resolve com uma consulta de dentista.

Estética: começar pelo menos invasivo

No trabalho estético, a ordem certa conta tanto como o resultado, porque alguns passos não se desfazem.

  1. Branqueamento. Quando só a cor está em causa. Do dente não se retira nada.
  2. Compósito. Pequenas lascas, espaços e correções de forma. Uma consulta, quase sem desgaste, reversível.
  3. Ortodontia. Quando o problema é a posição dos dentes, é esta a resposta certa. Move os dentes em vez de os desgastar.
  4. Facetas E-max. Finas lâminas cerâmicas que exigem um desgaste limitado da face vestibular.
  5. Coroas de zircónia. Onde a perda de estrutura é grande ou o dente está endodonciado.

O terceiro passo é muitas vezes saltado, e saltá-lo sai caro. Recomendar coroas logo à partida em dentes apinhados significa desgastar dentes sãos, quando a ortodontia consegue o mesmo resultado sem perda de tecido. Demora mais, mas a decisão é definitiva.

O desenho do sorriso não é um tratamento à parte; são estes passos reunidos num plano. Num bom plano, as opções que desgastam foram escolhidas porque as mais conservadoras não chegavam — e não ao contrário.

Não saltar a prevenção

Ofuscado pelo trabalho restaurador, este é o capítulo que a longo prazo faz a maior diferença.

  • Destartarização e manutenção periodontal. Com história de doença gengival o intervalo é de três a quatro meses, não de seis.
  • Aplicação de flúor. Pode travar uma cárie inicial; a única forma de intervir antes de haver cavidade.
  • Selantes de fissuras. Os sulcos profundos dos molares não se limpam com escova.
  • Goteira noturna. Se aperta os dentes; uma restauração feita sem retirar a sobrecarga acaba da mesma maneira.
  • Protetor bucal desportivo. Para desportos de contacto.
  • Técnica interdentária. Cáries e gengivite começam entre os dentes, onde a escova não chega.

O quarto ponto pesa em especial. Em quem aperta os dentes, uma coroa, uma ponte ou uma estrutura sobre implantes feitas sem goteira prevista suportam muito mais carga do que o previsto. Se notou o maxilar cansado ao acordar ou bordos incisais achatados, diga-o na observação.

O que as medidas preventivas têm em comum: cada uma evita um tratamento bem maior mais tarde, e nenhuma retira o que quer que seja ao dente.

Que problema leva a que tratamento

Falta um dente. Há três caminhos: implante, ponte ou prótese removível. A diferença está em se os dentes vizinhos são desgastados e em se o osso continua a receber carga.

Um dente dói ou está muito destruído. Se o nervo estiver afetado, falamos de endodontia e muitas vezes de uma coroa posterior; se só a superfície estiver afetada, costuma bastar uma restauração.

As gengivas sangram. Não é um assunto secundário, mas o primeiro ponto do plano: sobre uma gengiva inflamada não aguenta nenhum trabalho estético.

A cor ou a forma incomodam. Aqui o leque vai do branqueamento ao compósito e daí à faceta e à coroa, e o que os separa é sobretudo quanto tecido dentário custam.

Os dentes estão tortos. Os alinhadores ou o aparelho fixo movem realmente os dentes sem sacrificar tecido; leva mais tempo, mas não retira nada.

A ordem das fases no plano

Quando numa boca há mais do que uma tarefa, o plano segue sempre a mesma ordem: primeiro a dor e a infeção, depois a saúde das gengivas, depois os dentes em falta e, por último, a estética. Essa ordem não é um formalismo: se for alterada, o resultado não se mantém.

Por isso pode acontecer que não iniciemos de imediato o tratamento estético pretendido e proponhamos antes outra coisa. Nesse caso dizemos também porquê: que achado existe, o que aconteceria se fosse ignorado e quanto dura o passo prévio. Tudo isso consta por escrito no plano que leva consigo.