
Por que o zircónio é a melhor escolha: vantagens, durabilidade e estética.
O que é Zircônio?
O dióxido de zircônio (ZrO2) é um material cerâmico biocompatível e extremamente durável que revolucionou a odontologia nos últimos anos. Graças à sua estrutura totalmente cerâmica sem infraestrutura metálica, sua transmitância de luz é muito próxima da dos dentes naturais.
Quão durável é o zircônio?
O zircônio tem uma dureza próxima à durabilidade do aço. Quando aplicado corretamente, pode ser usado por 15 a 20 anos ou mais.
Processo de implementação
Na primeira sessão, os dentes são preparados e as medições são feitas. Na segunda sessão, é aderido o revestimento permanente de zircônio. Os pacientes que chegam à Turquia podem completar o tratamento com um programa de 5 a 7 dias.
Comparação com E.max
E.max oferece maior transmitância de luz. Pode ser preferido para resultados ultraestéticos nos dentes anteriores. O zircônio é uma opção mais adequada para os dentes posteriores.
Monolítica ou estratificada: a escolha que mais pesa
Uma restauração em zircónia faz-se de duas maneiras, e só esta decisão influencia o aspecto, a resistência e a durabilidade mais do que tudo o resto.
A zircónia monolítica é fresada de um bloco numa peça única: a cor está na massa e afina-se com caracterização de superfície. Não existe qualquer interface, logo não há nada que possa lascar. É a variante mais robusta e a escolha evidente para molares, para oclusões fortes e para pontes de grande extensão.
A zircónia estratificada junta um núcleo de zircónia a cerâmica montada à mão na face visível. É essa camada que dá profundidade aos dentes anteriores — a luz entra e regressa no bordo incisal com um tom diferente do corpo do dente. Uma peça fresada de um só bloco reproduz isso apenas de forma aproximada. Em contrapartida, a camada é mais mole do que o núcleo e, sob carga elevada, pode lascar.
Muitos planos usam ambas: estratificada onde se vê, monolítica onde trabalha. Não é um compromisso, é ajustar o material à função.
O que acontece ao dente que fica por baixo
Uma coroa obriga a desgastar o dente em todas as faces, para que a restauração caiba sem ficar volumosa. Essa perda de tecido não se recupera — e é justamente por isso que não se escolhe uma coroa onde bastaria uma faceta ou uma restauração.
Onde a coroa está mesmo indicada — um dente muito restaurado, fissurado, desvitalizado, ou pilar de uma ponte — o desgaste não é uma perda. Esses dentes precisam da cobertura total para se manterem.
Um dente escurecido após tratamento endodôntico, ou com um espigão metálico, é um caso à parte: transparece sob uma cerâmica translúcida como uma sombra cinzenta. A zircónia tem a opacidade necessária para a travar, e é uma das situações em que é claramente superior.
Acertar a cor e conservar o resultado
Um dente natural não tem uma cor só: mais claro e opaco junto ao colo, mais translúcido e muitas vezes ligeiramente acinzentado no bordo incisal, com caracterizações internas subtis pelo meio. Por isso a coroa isolada entre dentes naturais é o caso mais exigente: tem de desaparecer ao lado daquilo que não se pode alterar.
Daí que a prova mereça uma consulta própria. As peças avaliam-se na boca com luz natural antes de serem cimentadas, e a cor corrige-se enquanto corrigi-la ainda é possível.
A zircónia não cria cárie — o dente por baixo cria, e acontece na margem. É essa margem que decide tudo: escovar ao longo da gengiva e limpar os espaços interdentários todos os dias protege-a. Quem range os dentes precisa da goteira desde o início, não depois da primeira lasca. E a zircónia não responde ao branqueamento: se pensa clarear os seus dentes, faça-o primeiro e ajuste depois as restaurações ao resultado — a ordem inversa não existe.


